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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O Fim da Era do Petróleo está próximo?

Janeiro de 2016 começa com uma notícia: "EUA voltam a exportar petróleo depois de 40 anos". Depois de atingir auto-suficiência os EUA começam a exportar o produto cujo preço tem movimentado todo o mercado.
O mundo está com uma grande oferta de óleo e isto faz o seu preço cair. Com a entrada do Irã no mercado, depois do fim do embargo econômico, a tendência é que o preço caia mais ainda. Não há como o preço voltar a subir a curto prazo.
A política Americana é ter independência energética. Os EUA tornaram-se auto-suficientes por causa do óleo de xisto (xale), obtido através da tecnologia de Fracking. Ou seja, sua origem não é o petróleo, embora possa ser chamado de petróleo pois é um óleo fóssil.
Com a baixa do preço internacional do barril de petróleo, seria natural que os EUA preferissem comprar o óleo barato e guardar seus estoques, mas sua política atual não é essa. Eles estão mais preocupados com os empregos internos que podem ser gerados através de sua produção própria. É uma mudança radical em sua Geopolítica, pois junto com os empregos internos e o aquecimento da economia interna, também, evita o fortalecimento de nações que financiam o fundamentalismo e o terrorismo.
O óleo de xisto não irá durar para sempre e ainda está provocando desastres ambientais. Mas o que podemos notar é um grande incentivo as energias renováveis, em todos os ramos, como os Biocombustíveis, a Energia Solar, a Energia Eólica, a Energia Geotérmica e outras. O etanol nos EUA já é adicionado em pequenas proporções na gasolina, como é feito no Brasil há algum tempo.
Neste cenário podemos ver uma Europa investindo fortemente em Energia Solar na Espanha e no Norte da África, assim como em Energia Eólica e em carros elétricos e híbridos. O mesmo está acontecendo com o Japão.
Os automóveis elétricos, também estão crescendo nos EUA, onde a eletricidade é predominantemente obtida por cavão e não por petróleo (diesel).
Com todo este cenário se formando no Mundo, o Brasil precisa tomar medidas rápidas. Incentivar o biodiesel e o etanol para diminuir as importações de diesel e gasolina. Aumentar a participação da Energia Solar e da Eólica na matriz energética. Estimular o uso de painéis solares residenciais. E fazer uma política nacional para os carros elétricos e híbridos.
Todo este contexto mundial está endossado pela ideia da redução de emissões de carbono. E com ele podemos ter uma ideia de como estará o mercado mundial de energia nos próximos 10 ou 15 anos: Com bem menos petróleo e mais energias renováveis. 

E para o Brasil ficam as perguntas:

O mercado internacional de energia estará favorável aos custos do pré-sal?

Vale a pena continuar investindo no pré-sal?

E a Petrobrás?

Alguém está pensando em Geopolítica de Energia no Brasil? 
         

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Em Defesa do Programa Bolsa-Família


Em 1995, o Governador de Brasília, Cristovam Buarque, criou o Programa Bolsa-Escola aqui no Distrito Federal. Em 1996 pude conhecer o programa de perto, pois fui trabalhar com o sistema computadorizado de acompanhamento e pagamento das mães do Programa Bolsa-Escola, dando manutenção na parte de análise de sistemas e programação. Também tive contato direto com as famílias, através de atividades de cadastramento entre outras.
Este contato tão próximo da realidade das famílias fez com que eu comprovasse, não só a utilidade como a eficácia desse tipo de programa social. 
Mensalmente, as escolas mandavam a freqüência dos alunos, que não podiam ter um certo número de faltas, pois o benefício podia ser suspenso naquele mês. As mães não deixavam de mandar os seus filhos para a escola e acompanham a presença de suas crianças. A evasão escolar caiu drasticamente!
Mesmo depois do governo Cristovam, continuei dando manutenção no sistema até que o Programa Bolsa-Escola se transformou no Programa Renda-Minha, e mais tarde se uniu ao Programa Bolsa-Família.
Posso, assim, dizer com grande convicção, que o Programa Bolsa-Família é de suma importância para uma determinada faixa de renda da população. Ele tira, eficazmente, uma família da miséria e a coloca no patamar da pobreza, ou seja, ele realmente tira as pessoas da miséria. Mas apesar de tirar as pessoas da miséria, ele não é perfeito, pois não tira as pessoas da pobreza. Mas esta não é a sua missão. Sua missão é acabar com a miséria. O que tira as pessoas da pobreza é a educação. Ou seja, acredito que para acabar com a miséria são necessários outros programas complementares.
Em virtude das eleições, e do resultado das eleições, muita gente, dentro e fora das redes sociais, está criticando o Programa Bolsa-Família, injustamente. Dizem que as pessoas se acomodam, ou não querem mais trabalhar. Eu acho que o que meia dúzia de preguiçosos faz não deve servir de parâmetro para julgar milhões de pessoas. O Programa Bolsa-Família faz, sim, um excelente serviço social para o país.
Antes de julgar vamos analisar a seguinte situação:
Uma mãe, separada, e que possui cinco filhos recebe uma oferta de trabalho para ganhar menos de um salário mínimo, às vezes, até metade de um salário mínimo, para trabalhar pesado durante oito horas diárias ou mais, sem contar as duas ou três horas de transporte para chegar e voltar do trabalho. Gasta uma parte do que ganha com almoço ou leva a chamada “quentinha”. Ainda tem de deixar os filhos aos cuidados de outra pessoa ou aos cuidados dos filhos mais velhos.
Se esta mãe tem a possibilidade de ganhar o dinheiro do Programa Bolsa-Família e ficar em casa cuidando dos seus filhos, porquê ela optaria por se empregar em um trabalho semi-escravo? O que você faria em seu lugar?
O Brasileiro precisa deixar de enxergar o mundo através da “Casa Grande e Senzala”, e olhar para as necessidades do próximo e, também, olhar para o próximo com respeito.
As críticas contra o povo nordestino são infundadas. O Nordeste tem, sim, grandes carências, e se sua população acha que a vida melhorou nos últimos anos, ela tem todo o direito de votar em quem quiser. E em democracia a maioria é quem decide.
Não estou defendendo este ou aquele partido, mesmo porque votei nulo, pois devido às denúncias de corrupção de um lado e a um projeto neoliberal de outro, anulei o meu voto como protesto.
Tenho minhas críticas com relação à política econômica do Governo Dilma, que é diferente e está se distanciando cada vez mais dos governos anteriores, FHC e Lula. 
Espero, ou melhor, faço votos que Dilma e sua equipe, tenham o jogo de cintura, necessário para lidar com a inflação, o câmbio, a dívida, a política de juros, etc. Senão, teremos grandes problemas, não só econômicos como sociais.
Concluindo, tanto um partido quanto o outro que disputaram a presidência no segundo turno tem problemas e defeitos que podem ser usados como crítica. Mas não acho de bom tom criticar aquilo que pode estar matando a fome de milhões de pessoas.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Projeto de Irrigação com Energia Solar do Instituto Federal

Estive na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia aqui em Brasília. Uma feira de ciências que aconteceu em todos os estados e Distrito Federal. 
Um dos projetos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia usa a Energia Solar Fotovoltaica.



O Projeto é simples. Compõe-se de um motor compressor, um tanque, mangueiras e um ou mais aspersores, além de duas placas fotovoltaicas.

A ideia é irrigar uma horta de 100 metros quadrados usando a energia do sol. O projeto não necessita de baterias para armazenamento, pois quando não estiver fazendo sol, estará chovendo. As hortaliças precisam de grande quantidade de água, e o sistema é barato e ideal para elas.




Uma excelente iniciativa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Feira de Alto Paraíso (Chapada dos Veadeiros) e os Superalimentos.

Os Superalimentos

Luciana (Lu) e as delícias do Cerrado

Superalimentos são alimentos que possuem mais micronutrientes do que os alimentos considerados normais. Eles se tornaram muito importantes, particularmente, nas últimas décadas, por causa da baixa qualidade dos alimentos que consumimos. Excesso de química, excesso de açúcar, diminuição gradativa dos nutrientes por causa das técnicas de plantio que usam muita química e venenos, perdas de nutrientes no solo, etc.
Balanço em sua banca
Muitos, em virtude da falta de nutrientes na alimentação, optaram por usar complementos alimentares, como complexo de vitaminas, entre outros. O que é uma boa solução, tanto para obter determinados minerais, como proteínas e vitaminas.
Os superalimentos, também ajudam nessa complementação nutricional. E são tão ou mais interessantes do que os complementos, não só pelos nutrientes, mas também porque podem satisfazer o paladar.
Costumo comprar alimentos uma vez por mês na feira de Alto Paraíso, Goiás. Encontro alimentos orgânicos, temperos feitos em casa, pães caseiros, lanches e biscoitos veganos.

Neste último mês pude provar uma tapioca na banca do Balanço. Na farinha da Tapioca foi acrescentado "farinha de Buriti" o que deu uma tonalidade laranja à Tapioca. O recheio foi especial: Tofú de Baru (o amendoim do cerrado) com vatapá de Buriti com legumes.

Doces, Salgados, biscoitos e bolos feitos com  Barú, Jatobá, Buriti, e outras frutas do Cerrado.  
Quem passar pela Chapada dos Veadeiros não deixe de provar os Superalimentos da Feira de Alto Paraíso.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

De Unha Encravada à Espinhela Caída: Pré-Sal a Solução para todos os Males.

De Unha Encravada à Espinhela Caída: Pré-Sal a Solução para todos os Males.

Combustível Fóssil é Energia do Passado
Os defensores da energia suja e não renovável adotaram agora a estratégia de demonizar os seus oponentes com a defesa dos royalties do petróleo. Quando o governo decidiu que 10% dos royalties do petróleo do pré-sal iriam para a Educação e a Saúde, provavelmente já estaria prevendo essa ação grotesca.
A população, como sempre, refém da mídia, agora deve pensar da seguinte forma:
- O petróleo polui, mas está ajudando nossas crianças. Cria problemas climáticos, mas ajuda nossos hospitais.
E quem for contra os combustíveis fósseis terá problemas. Poderá ser acusado de ser contra a melhoria da Educação e da Saúde.
Essa estratégia de positivar uma pequena fração do que é negativo e usar isso como justificativa é algo simplesmente monstruoso. Mas onde está a monstruosidade nesse processo midiático?
Primeiro, se não tivéssemos o pré-sal, então não haveria verbas para a Educação e a Saúde? A Educação e a Saúde são deveres do Estado e não devem depender de algo que ainda não se sabe se dará lucro. Deve-se investir tudo o que o Estado puder nessas áreas independentemente de quanto o governo arrecadar.
Segundo, nós estamos justificando o genocídio de milhares ou milhões de pessoas por um pouco de verba para ministérios. O caos climático, com suas enchentes, secas, inundações, furacões, tornados, etc. irá matar e deixar muita gente desabrigada nos próximos anos. Se nós usássemos menos combustíveis fósseis, poderíamos amenizar a situação dessas pessoas.
Terceiro, usamos verba dos royalties para atender enfermos em hospitais, mas quantos desses enfermos estão doentes devido à poluição das grandes cidades causadas por combustíveis fósseis? O pré-sal pode levar verba para hospitais, mas também vai fabricar muitos pacientes para eles.
Quarto, com apenas dois ou três acidentes como aquele que aconteceu no Golfo do México, acontecer, a vida no Atlântico Sul será totalmente afetada. Mortandade de peixes, aves marinhas, mamíferos marinhos, etc. Até agora o Atlântico Sul era considerado um santuário de preservação para várias espécies.
Quinto, a educação no Brasil não é somente um problema de verbas, existem outros a serem resolvidos. A educação é uma área que conheço bem: Com mais verbas para a educação o governo vai acabar comprando um tablet ou smartfone para cada aluno, equipar todas as escolas com rede de tv interna, etc. e os professores continuarão a ganhar a mesma porcaria de salário, os alunos continuarão 40 ou mais em uma mesma sala de aula, pois para diminuir os alunos por sala precisa-se contratar mais professores e a lei de responsabilidade fiscal não deixa (chamo de lei de terceirização). Já vi reportagens sobre educação em países nórdicos e eles não precisam ter um computador por aluno para terem uma boa educação. Seu segredo é um bom salário para o professor e poucos alunos por turma. Uma receita simples.
Sexto, os mesmos royalties cobrados do petróleo podem ser cobrados da Energia Solar, da Energia hidrelétrica, etc. Não há motivo para não ter sido feito antes do pré-sal e nem há motivos para não fazer agora.
Por fim, quem quiser pode me acusar de ser contra a Educação ou a Saúde, pois é uma mentira. Sou contra os combustíveis fósseis! Sou contra o pré-sal e eu jamais irei chamar de "riqueza" aquilo que provoca o descontrole climático, o aquecimento global, a poluição ambiental e a contaminação do meio ambiente.


  

Resumo das Atividades da Século 21 no Fórum Social Temático - Energia




Apresentação da Associação Século 21 no Fórum Social Temático – Energia


ENERGIA PARA A VIDA

O Fórum Social Temático – Energia, evento que se realizou entre os dias 07 e 10 de agosto de 2014, na Universidade de Brasília, em Brasília – DF, foi uma experiência fantástica.

Nossa participação foi uma palestra, painel e discussão sobre temas ligados ao uso da Energia Solar, que aconteceu no dia 09 de agosto de 2014 a partir das 1h30 da tarde.

Primeiramente, apresentamos a história da Energia Solar, desde a Grécia antiga, até meados da década de 70 do século XX, onde em 1973 tivemos o primeiro choque do petróleo.

Logo após o histórico apresentamos tecnologias novas que estão sendo desenvolvidas e algumas já em uso pelo mundo. Focamos nas tecnologias de armazenagem, que associadas a Energia Solar, podem fazer com que uma usina Solar continue a funcionar à noite.

Pelas perguntas e anotações dos participantes concluímos que algumas tecnologias são pouco conhecidas do público, principalmente, as tecnologias CSP, ou seja, tecnologias térmicas de concentração solar.

No final da palestra, mostramos nossas experiências com fornos solares e desidratadores solares, que usamos para processar alimentos como frutas desidratadas e temperos. Mostramos como pode ser importante conhecer estas tecnologias e como a agricultura familiar pode agregar valor aos seus produtos, gerando novos produtos e aumentando a renda das famílias de agricultores. A mesma tecnologia pode agregar valor a produção de comunidades como agrovilas, cooperativas, assentamentos de sem terras, comunidades indígenas e quilombolas.

Mostramos, também, através de slides, como construir esses equipamentos com material reciclado.

Trouxemos, também, fornos e desidratadores solares para a manipulação dos participantes. Pudemos notar como os participantes ficaram impressionados com a simplicidade do material e da construção pela quantidade de fotos que tiraram dos aparelhos.

No final de nossa exposição fizemos a degustação de banana passa feita pelos nossos desidratadores. Também fizemos um sorteio de pimenta calabresa feita pelo método de desidratação solar.

Começamos, então, a discussão sobre essas tecnologias e o seu emprego para melhorar as condições de vida de comunidades carentes, ou muito afastadas dos grandes centros, além do uso de todas essas tecnologias para mudar a matriz energética do país, ou seja, torná-la mais limpa e sustentável.

Cabe ressaltar, aqui, a grande contribuição dos participantes como o Padre Zezinho, da Pastoral da Terra de Rondônia, que instala placas fotovoltaicas e baterias nas comunidades ribeirinhas do rio madeira para que elas tenham luz elétrica à noite. Ele faz todo o trabalho indo de comunidade à comunidade viajando em um pequeno barco.

Também, muito importante a participação de Cauê da USP, que trabalha com comunidades indígenas no Rio Negro, e nosso amigo Antonio da Pastoral da Terra da Paraíba.

Uma das conclusões do nosso trabalho foi a necessidade do uso da Energia Solar no Nordeste, principalmente, para a dessalinização da água de algumas regiões.

A riqueza desse encontro foi muito grande para nós, tanto em termos de aprendizado, de compartilhamento de experiências, como de contatos. Esperamos que nossa contribuição enriqueça e aumente a influência e a divulgação do próprio Fórum Social Temático – Energia. Apoiamos a campanha Energia para a Vida.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Nossa Participação no Fórum Social Temático - Energia

Nossa palestra sobre Energia Solar no Fórum Social Temático - Energia 09/08/2014 - UnB BSA Sul:
Mais fotos no Facebook
Um mundo com uma Matriz Energética Limpa, sem Impactos Climáticos, Ambientais e Sociais. Nós podemos construí-lo!

Forno Solar de Odeillo (desde anos 60) nos Pirineus Franceses

Fusão Nuclear

Hidrato de Metano

Coletores Parabólicos (tecnologia CSP)

Torre de Convecção

Tecnologias de Armazenagem de Energia

Fornos Solares e Desidratadores para Processamento de Alimentos

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pimenta Calabresa com Energia Solar

Pimenta Calabresa com Energia Solar
Estou fazendo experimentos e publicando aqui para dar idéias tanto a pequenos produtores rurais, como associações e cooperativas, de como usar a Energia Solar para agregar valor a seus produtos. 
A Energia Solar pode ser usada para secagem de grãos, desidratação de alimentos, e também para cozinhar proporcionando grande economia de energia.
Fornos solares e desidratadores são essencialmente parecidos. O desidratador precisa de uma saída, ou respiradouro para a umidade.
Nesta sequência de fotos você poderá ver como a pimenta calabresa é produzida:

Pimenta no Forno Solar da Pleno Sol
    
Primeiro a pimenta é lavada e depois moída. Coloca-se em uma tela dentro de um desidratador ou forno solar.
Um ou dois dias no Sol são suficientes para secagem. No sol do cerrado apenas um dia ou meio dia e já está pronto.
Pimenta Calabresa
Pode-se pilar ou moer a pimenta depois de seca, dependendo do tipo que se quer: Pó ou pequenos pedaços.
Desidratador Misto da Pleno Sol
O desidratador misto da Pleno Sol funciona com o sol ou com eletricidade. Se for preciso uma secagem mais rápida ou que não possa ser interrompida como no caso de cogumelos, usa-se a eletricidade para terminar o serviço à noite.
Este desidratador possui várias bandejas, o que nos dá um ganho de escala na produção.
O fato de usar o sol para a secagem garante uma economia de energia que pode fazer o produto ficar mais barato para o consumidor. Acrescenta uma vantagem de preço no produto e o produtor ainda pode fazer propaganda de que não está emitindo gases de efeito estufa, ou seja, possui um produto cuja elaboração é sustentável.
O investimento em um forno ou desidratador é interessante pois eles são fortes e podem durar muitos anos.

Link da Pleno Sol Clique aqui.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Fazendo Banana Chips com Energia Solar

Banana Chips
com o meu Forno Solar da Pleno Sol



Receita:

Corte em fatias bem finas e adicione sal e algumas gotas de limão para não escurecer a banana.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Viva a Amazônia Amarela!

Viva a Amazônia Amarela!
Por Walder Antonio Teixeira



Porquê a Amazônia Azul e não Amazônia Amarela?
Estamos vivendo uma época de mudança de paradigmas em vários sentidos, mas uma mudança é crucial: A mudança do modelo econômico baseado no consumo de energias fósseis. A questão energética, ou do modelo energético, é crucial neste momento, não só por causa das alterações climáticas e do aquecimento global, mas também, no estilo de vida, na forma de nos relacionarmos com o consumo, e principalmente, de nos basearmos em recursos finitos, ou seja, não renováveis.
A idéia da “Amazônia Azul” não é nova. Já se ouvia falar dela desde a década de 70. O Atlântico Sul, principalmente na região da costa brasileira dentro do limite das 200 milhas sempre foi rico. Rico em pescado, em algas, em biodiversidade, etc. Mas essa idéia só começa a aparecer na mídia com o advento do pré-sal. Isto prova que tanto para a mídia, como para o governo, o interesse em uma idéia, qualquer que seja ela, está atrelado ao lucro de determinados grupos econômicos.
Investir centenas de bilhões em um combustível que jorrará mais caro do que o normal, que não é renovável, cuja produção oferece riscos ao meio ambiente, e que só atingirá o consumidor daqui a cinco anos, é no mínimo estar seguro do retorno do investimento, ou da permanência das variáveis econômicas, e até mesmo das variáveis tecnológicas. A alternativa é muito pior: Se não estiver seguro do retorno, então é porque está seguro de que poderá usar o poder político para manipular as variáveis, sejam as variáveis econômicas de produção e consumo, sejam as variáveis tecnológicas. Exemplo: Para continuar a vender gasolina o governo pode proibir o uso ou a importação de automóveis híbridos ou elétricos. Independente de o Governo estar certo ou errado, independente de estarmos em outro patamar tecnológico daqui a cinco anos ou não, independente do pré-sal dar lucro ou não, eu quero levar a discussão para outro lado, para o rumo dos recursos renováveis.
Assim como existe uma Amazônia Verde com riquezas como biodiversidade, recursos minerais, recursos hídricos, etc., assim como existe uma Amazônia Azul, também com riquezas como biodiversidade, também com recursos minerais e energéticos, existe também a Amazônia Amarela, o Sertão Nordestino, também conhecido como “semi-árido”. Qual seria a riqueza da região do semi-árido Nordestino?
Esta região, o Sertão Nordestino, possui, além da biodiversidade da caatinga, uma imensa reserva energética: O Sol. Se uma pequena porcentagem do semi-árido fosse totalmente ocupada com painéis solares (tecnologia PV), ou com torres de espelhos, ou com refletores semiparabólicos (tecnologias CSP), teríamos tanta energia que poderíamos cancelar a construção de usinas nucleares, desligar todas as usinas térmicas, produzir hidrogênio para gerar mais energia à noite quando não há sol, e ainda sobraria hidrogênio e energia elétrica para fornecer a automóveis híbridos, elétricos e a hidrogênio.
Se o Governo investe centenas de bilhões em um recurso não renovável, porque nem um único bilhãozinho para a Amazônia Amarela? O semi-árido sempre foi esquecido, sempre foi visto como um problema, mas agora com a crise da energia e com a crise climática, ele pode tornar-se uma solução. Mas, não é uma solução qualquer, pois o nosso Sol continuará a brilhar, pelo menos nos próximos quatro bilhões de anos, enquanto o petróleo do pré-sal terá acabado em apenas 20 anos de exploração. Mas investir na Amazônia Amarela não é só para ter uma fonte energética renovável e segura, é desenvolver economicamente uma região muito pobre, é levar empregos para o Sertão, é tornar todas esta região uma produtora e exportadora de energia. Com isto não faltarão recursos, idéias e tecnologias para levar água ao Sertão, seja através da transposição do Rio São Francisco ou não.
Viva a Amazônia Amarela! O Sol é nosso!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Eólicas e Solar avançam

Leilão de novembro:
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, no leilão de energia previsto para 18 de novembro, do total de 784 projetos, há 629 parques eólicos e 109 do tipo fotovoltaico. Além de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e usinas térmicas usando biomassa.





São as renováveis começando a ganhar escala. As empresas que optarem por renováveis precisam saber que serão mais bem vistas aos olhos do público, pois estarão contribuindo para uma menor emissão de gases de efeito estufa, e minimizando os efeitos das mudanças climáticas.

domingo, 28 de julho de 2013

O FORNO SOLAR DE ODEILLO

O FORNO SOLAR DE ODEILLO

(Walder Antonio Teixeira)


Esta imagem impressionou-me muito. Na década de 70 quando a vi pela primeira vez, em uma revista de ciência, eu ainda era moleque. Nunca me esqueci desse forno solar. Desde essa época fiquei apaixonado pela energia solar. 
Construído em 1969 para fins de pesquisa científica o forno solar localiza-se na cidade de Odeillo, nos Pirineus, na França. Ele pode atingir até 3.800 graus centígrados, e é usado até hoje para fins metalúrgicos na produção de ligas de altas temperaturas e aço.
Por que a idéia de um forno solar é tão interessante?
Porque qualquer pessoa pode, com um grupo de espelhos, fazer uma mini metalúrgica, derreter metais como latas de alumínio, secar ou cozinhar alimentos, ou até montar um pequeno laboratório de física. Tudo isto sem gasto de energia, sem maçaricos, e sem depender de tecnologia de terceiros: São somente espelhos, nada mais. Para um cientista de fundo de quintal, como eu fui dos 10 aos 15 anos, era algo fantástico.
Hoje com a revolução das energias renováveis, necessárias não somente por causa das mudanças climáticas e do aquecimento global, mas também devido a crise do fim do petróleo que estamos vivendo e continuaremos vivendo por algumas décadas, a tecnologia do forno solar renasce sob o nome de CSP (Concentrate Solar Power), ou Energia de Concentração Solar Térmica, para produção de eletricidade.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Novidades na Energia Solar

O Brasil parece que vai ficar atrás nessa corrida também!
O PDE 2021 - Plano Decenal de Energia 2021 além de ignorar a energia solar prevê expansão das termoelétricas.

Essa torre solar gera eletricidade de dia e de noite. O sal derretido permanece quente em um reservatório onde passa uma serpentina de água que vira vapor e move uma turbina. Esta planta solar permanece gerando eletricidade por mais quinze horas mesmo sem o sol. 

Os refletores parabólicos podem ser feitos com uma película plástica aluminizada, o que diminui o custo.

EUA, Alemanha, Espanha saíram na frente. Atrás vem China e Índia com grandes investimentos em energia solar.  


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Forno Solar para Derretimento de Alumínio

Forno Solar para Derretimento de Alumínio no Uzbequistão

Vejam no site da Ecotecnologia
Link: Clique Aqui 

 Idéias para um mundo mais sustentável. A energia solar também pode entrar na área de metalugia. E esta não é uma idéia nova: Um padre português, cujo apelido era Himalaya por causa de sua altura, já possuia esse projeto desde o final do século XIX.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Desmistificando o Motor Movido à Água


Desmistificando o Motor Movido à Água

Depois de muito pesquisar, eu consegui o esquema do motor movido à água. Ele existe sim, mas depois de analisar o seu funcionamento, é preciso fazer algumas considerações: Primeiro vamos explicar como ele funciona e depois discutir o seu possível uso na nossa matriz energética.
O motor possui uma cuba eletrolítica, onde uma forte corrente elétrica produz uma centelha dentro da água, através de dois eletrodos de carvão. A forte corrente elétrica faz com que os íons H+ e OH-, combinem-se com os átomos de carbono dos eletrodos de carvão. Essa combinação faz com que se produzam gases, como o metano e o etano e, possivelmente, até mesmo os gases propano e butano. O propano e o butano são os gases que compõe o GLP (gás liquefeito de petróleo), o famoso gás de cozinha, e os gases metano e etano formam o GNV (gás natural veicular), que também tem sua origem na destilação do petróleo.
Os gases produzidos na cuba eletrolítica são encaminhados para um carburador comum de automóvel e, misturados com o ar, produzem a combustão que movimenta o carro. A energia gerada é bem maior do que a energia gasta para produzir a centelha elétrica que produz o gás.

Então onde está o problema?

O problema é que o combustível não é a água e sim o carvão.
O carvão vegetal, por exemplo, é fruto da energia solar que as plantas usam para fazer a fotossíntese e gerar compostos orgânicos com cadeias de carbono bastante complexas. Algumas dessas cadeias permanecem quando produzimos carvão, elas perdem água e os radicais OH, por exemplo. O que a água e a centelha elétrica fazem é hidratar pequenos grupos de carbono, produzindo gases. É um processo parecido a destilação do carvão.
Então, não existe motor movido à água! O que existe é um motor que transforma o carvão em gases usando a água. O combustível é o carvão!

Mas qual seria a taxa de consumo dos eletrodos de carvão?

Quanto tempo eles durariam?

Se fizermos nossos próprios eletrodos de carvão usando lenha em casa, o combustível de nossos automóveis sairia de graça?

Teríamos que fazer pesquisas para saber com que tempo teríamos de trocar os eletrodos de carvão.
Se o combustível sairia de graça, a resposta é não pois os eletrodos teriam que passar por algum processo para não quebrar, etc.

Mesmo assim, ficaria mais barato que a gasolina?

Se só meia dúzia de pessoas montarem este processo em seus automóveis, possivelmente sairia mais barato. Mas se uma frota de milhões de automóveis usar este processo, o preço do carvão iria disparar, e talvez ficasse mais caro que a gasolina (ou não), e os componentes para processar o carvão, para fazer eletrodos melhores, também teriam seus preços aumentados.
Se usarmos carvão mineral no lugar da gasolina, estaremos trocando um combustível fóssil e não renovável por outro. Se usarmos carvão vegetal, as florestas de eucalipto iriam disputar espaço com áreas de produção de alimentos, como ocorre com o etanol de cana-de-açúcar.
O carvão como combustível de automóvel foi usado no Brasil na época da Segunda Guerra Mundial. Com a SGM, todos os recursos possíveis foram deslocados para o esforço de guerra.  O Brasil que importava gasolina teve de racionar. Daí surgiu o Gasogênio: Um dispositivo que se apresentava como um grande tambor acoplado ao motor dos automóveis. Dentro desta câmara o carvão era aquecido e produzia gás, que por sua vez era direcionado ao carburador para fazer a combustão. O processo era altamente poluidor, soltava muita fumaça, mas funcionava.
Deixando as guerras e a história de lado, a solução mais limpa para os automóveis, além do carro elétrico, é o uso do hidrogênio. Usar desertos e regiões semi-áridas para produzir energia solar fotovoltaica e produzir, conseqüentemente, hidrogênio, é uma solução perfeitamente limpa. O hidrogênio pode ser usado nos automóveis e os escapamentos só teriam vapor de água como saída. Não poluiríamos o ar, não produziríamos os gases de efeito estufa que causam o aquecimento global, e daríamos muitos empregos nas regiões do semi-árido e dos desertos.
Soluções existem, mas motor que funcione exclusivamente à água, ainda não existe!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ilha das flôres

Documentário Ilha das Flores para quem ainda não viu:

Ilha das flôres 
Um curta metragem que trás a questão social, para vermos melhor o mundo em que vivemos.